É comum as pessoas simplesmente se classificarem como não criativas, como se a criatividade fosse uma qualidade rara e concedida apenas a um pequeno grupo. A criatividade não envolve apenas, como alguns pensam, produzir uma grande obra de arte e, sim, sair do dia a dia para inventar novas soluções. No trabalho, a criatividade acontece sempre que um funcionário pensa em uma nova maneira de resolver um problema, seja melhorando a experiência do cliente de alguma forma ou simplificando um processo interno complicado. 

De acordo com o Fórum Econômico Mundial, a criatividade foi a terceira habilidade mais importante para os funcionários no ano de 2020, atrás da resolução de problemas complexos e do pensamento crítico. Com a automação do trabalho em andamento e muitas atividades profissionais sendo substituídas por Inteligência Artificial e tecnologias diversas, o papel do ser humano sobe na cadeia de valor e destaca a importância de uma mente humana por trás de processos criativos. 

As empresas que buscam crescer devem aproveitar a energia criativa, principalmente no setor de comunicação. Segundo Luis Fernando Mori, diretor de Criação da agência Rebeca Come Terra, de Araraquara (SP), e atuante na área há mais de 29 anos, a criatividade é a habilidade vital para o futuro, pois nunca será substituída por uma máquina. “A IA continuará a nos ajudar com dados importantes, metrificando e, assim, nos ajudando a chegarmos até os nossos consumidores de maneira assertiva, ou seja, é um trabalho completando o outro”, afirma Fernando Mori.  

Criatividade e originalidade andam de mãos dadas 

A primeira razão pela qual a criatividade é importante nos negócios é que ela impulsiona a originalidade. Em um mundo repleto de informações constantes, fazer algo único e diferente pode ser o grande desafio das agências, mas também é uma das melhores maneiras de chamar a atenção de clientes em potencial. Para Aline Pileggi, diretora de Criação e Sócia da agência MOV, de Ribeirão Preto (SP), uma boa ideia nasce das referências absorvidas ao longo da vida. “Acredito que quanto mais conteúdo e mais informação consumimos, mais combustível temos para criar uma ideia original”, comenta ela.

As estratégias de marketing criativas fortalecem o reconhecimento da marca, o qual é absolutamente essencial quando se trata de aumentar a base de clientes e estimular mais vendas. Um anúncio ou conteúdo criativo envia uma mensagem aos consumidores, transmitindo valores. Além de gerar nos clientes um sentimento de que aquela marca merece a atenção deles.

Daniel Goraieb Botelho de Magalhães, gestor de Marcas da agência Onlime Comunicação e Marketing, de Ribeirão Preto (SP), destaca o papel da criatividade na publicidade e seu potencial de se converter em leads. “Na Onlime, nosso slogan é “Da Conversa, à Conversão”, onde a “conversa”é justamente a comunicação adequada, estratégica e criativa. Acreditamos muito na diferenciação como ferramenta de venda; especialmente em termos de infoxicação digital (termo que explica a dificuldade em digerir o excesso de informação oferecida diariamente no meio digital) e acredito sim, que a criatividade vem como este “patinho feio” que se destaca dos demais”, aponta ele. 

A criatividade tem dois processos: pensamento e produção. Fernando Mori comenta que ambos são desafiadores e exigem dedicação por parte do profissional, que precisa pensar nas duas etapas como um todo. “No meu caso, sempre quando estou em um processo de criação tento pensar na ideia e na produção ao mesmo tempo. É lógico que no primeiro momento deixo a criatividade fluir sem cortes, mas assim que eu encontro o que quero, começo a pensar como colocar a ideia em prática.”  

Com o grande número de dados sobre comportamento do consumidor à disposição das agências, pode-se dizer que a criatividade na comunicação está cada vez mais assertiva. O gestor de Marcas da Onlime ressalta que, se usados de forma inteligente, os dados são extremamente benéficos para alcançar o público-alvo. “Acabou a era de vender tudo para todo mundo. Estamos entrando, agora, na jornada de compra e na ultra segmentação, ou seja, entender o momento de compra dos clientes e se eles, de forma consciente, estão dispostos a conversar com as nossas marcas”, comenta Daniel Magalhães.

Para Aline Pileggi, a pandemia acelerou significativamente a necessidade da criatividade e reinvenção. Não só o setor de criação dentro das agências, mas os negócios como um todo precisaram repensar relações e estratégias. Nesse caminho, nada melhor do que a criatividade para superar desafios e encontrar soluções. “A criatividade tem a ver com isto, a capacidade de enxergar o mundo de uma forma diferente e encontrar saídas não imaginadas até então”, finaliza a diretora de Criação da agência MOV.

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